09/01/2006 20:22
Sistema ÓSSEO Coluna Vertebral - Anatomia e Fisiologia da Coluna Cervical I
1. Estrutura das Vértebras:
A - Apófise Transversa
B - Disco Intervertebral (visto de frente e perfil)
C - Apófise Posterior (vista de perfil e posterior)
D - Apófises Articulares ou Facetas Articulares
E - Articulação Costo-transversa
F - Articulação Costo-vertebral
G - Apófise Odontóide
H - Forâmen de Conjugação ou Forâmen Intervertebral
I - Lâmina Vertebral
J - Pedículo Vertebral
As vértebras compõem-se pelas seguintes estruturas: corpo, pedículos, lâmina e apófises. O corpo vertebral encontra-se na porção anterior em relação ao eixo corporal. O corpo vertebral, nesta posição, suporta as forças de carga e pressão e é composto por uma estrutura óssea esponjosa, apresentando uma placa cartilaginosa na sua porção superior e inferior. Varia de altura e de diâmetro conforme o segmento vertebral onde se localiza. Os corpos das vértebras cervicais são de menor diâmetro e altura, sendo a porção mais alta da coluna na posição ortostática.
Os corpos dorsais ou toráxicos aumentam progressivamente a sua altura e diâmetro, apresentando um aspecto cilíndrico. Os corpos vertebrais lombares são achatados e largos por constituírem as vértebras que suportam as maiores pressões da coluna vertebral. As vértebras sacras são fusionados entre si, constituindo-se num osso que apresenta forma triangular. Este por sua vez articula-se com o ilíaco na região pélvica, apresentando a base fixa da coluna vertebral e sua relação com a pelve ou bacia. Assim, estabelece-se a base de suporte da coluna vertebral do ser humano.
Pedículos vertebrais: são expansões ósseas conectadas ao corpo na sua porção anterior e a lâmina óssea vertebral na sua porção posterior. Constituem a face lateral das vértebras e tem na sua porção posterior as apófises articulares. O pedículo limita o canal raquidiano em ambos os lados e, através de sua apófise articular, conecta-se com as vértebras adjacentes.
Lâmina Vertebral: são porções ósseas laminares que limitam o canal raquidiano em sua face posterior. Como o corpo vertebral, variam de forma e tamanho conforme a vértebra que constitui. Vista ao Raio X no sentido póstero-anterior têm o formato de asa de borboleta.
Apófises:
Apófise Vertebral Posterior: as apófises posteriores da coluna vertebral são saliências ósseas de localização posterior formada como uma expansão da lâmina vertebral. Estão situadas na linha média posterior da coluna.
Apófise Transversa ou Costiforme: localiza-se lateralmente em relação ao eixo vertebral e constitui uma expansão dos pedículos na sua face lateral. Exceção é feita na quinta vértebra lombar, cuja apófise transversa é uma extensão posterior do corpo vertebral.
Apófises Articulares: são saliências articuladas da porção pedicular que relacionam as vértebras entre si, constituem o apoio posterior intervertebral. O apoio anterior é realizado pela estrutura do disco intervertebral. As apófises articulares, relacionadas entre si nas vértebras adjacentes, formam a articulação interapofisária, cuja relação intervertebral dão origem ao forâmen de conjugação.
Apófise Odontóide ou Processo Odontóide: é uma porção óssea, densa, que se projeta na parte superior do áxis (segunda vértebra cervical) para dentro do atlas (primeira vértebra cervical) e se introduz no forâmen magnum. Este se localiza na base do crânio e tem em seu interior estruturas como o bulbo (centro nervoso do comando respiratório) e o início da estrutura medular-nervosa. O processo odontóide estabiliza a coluna cervical em relação ao crânio, permitindo os movimentos de rotação da cabeça. O mesmo se projeta no interior do atlas, que realiza o suporte do crânio e do forâmen magnum que se constitui na cavidade localizada na base do crânio.
Facetas Articulares: são porções cartilaginosas das articulações interapofisárias. Na região dorsal, existem as facetas costais superiores e a faceta costal inferior que se localiza superiormente e posteriormente ao corpo vertebral. Elas servem para fazer a conexão com os arcos costais. Na região toráxica também temos a presença das facetas costais transversas que, unindo-se a porção proximal das costelas, aumentam a estabilidade entre a coluna e o arcaboço toráxico.
Cápsula Articular: é uma estrutura com tecido fibroso que é responsável pelo revestimento das articulações interapofisárias e, juntamente com a membrana sinovial, tornam a estrutura emerticamente fechada onde circulam líquido sinovial para nutrir e vitalizar as catilagens em contato na articulação. Esta membrana capsular reveste também as articulações costo-vertebrais e costo-transversas, localizadas ao longo da coluna toráxica.
Forâmen Vertebral: trata-se de um orifício que se localiza lateralmente ao canal vertebral. Encontra-se relacionado ao espaço intervertebral e parte inferior do corpo da vértebra. Localiza-se entre as facetas articulares por trás, e o corpo vertebral e o disco intervertebral pela frente. Através desses forâmens emergem as raízes nervosas de dentro do canal vertebral. Podem ser comparados a janelas pelas quais as raízes nervosas têm o seu trânsito para realizar o comando de área e receber a sensibilidade de áreas segmentares.
Disco Intervertebral: O disco intervertebral constitui-se de uma estrutura fibro-cartilaginosa formada por anéis concêntricos em sua porção externa e um núcleo gelatinoso formado por substâncias hidrófilas (muco polissacarídos) que garantem essa hidrofilia (retenção de água), mantendo a capacidade de hidratação e flexibilidade do disco. As vértebras desde C2 (segunda vértebra cervical) até S1 (primeira vértebra sacra) são interpostas por estruturas discais chamadas de discos intervertebrais. Ao todo são 23 discos. O anel fibroso concêntrico suporta as pressões submetidas à coluna vertebral, transmitidas pelos corpos vertebrais. Um núcleo gelatinoso, através do seu deslocamento, estimula o anel fibroso na retenção das pressões e orienta o todo corporal quanto à posição da coluna vertebral. Essa orientação é dada através dos ramos do nervo sinovertebral ou nervo de Luschka. Este nervo "comunica" os estímulos recebidos, revelando aos músculos eretores da espinha as linhas de força de pressão sobre a coluna vertebral. Sua localização é a porção posterior do disco e o mesmo se comunica com a raiz nervosa emergente da coluna.
Ligamentos: são estruturas fibrosas cuja função está relacionada à estabilidade intrínseca das vértebras na sua posição natural.
Ligamento Longitudinal Anterior: tem forma laminar. Inicia-se na base do crânio até o sacro. Serve para reforçar a estabilidade da coluna na sua porção anterior e encontra-se na linha média do corpo vertebral. Estabiliza a coluna desde a articulação atlanto-ociptal até a transição lombo-sacro.
Ligamento Interespinhoso: localiza-se na região espinhosa e se inicia pelo ligamento da nuca, porção estabilizadora entre o osso ociptal e as apófises cervicais, estendendo-se até as apófises sacras. É reconhecido como ligamento inter-espinhal tendo a sua porção contínua com o nome de ligamento supra-espinhal.
Ligamentos Amarelos: são expansões ligamentares que conectam a face anterior da lâmina superior com a face posterior da lâmina vertebral adjacente inferior.
Ligamento Longitudinal Posterior: trata-se de um ligamento laminar que se localiza dentro do canal vertebral justaposto à porção posterior dos corpos vertebrais.
Ligamentos Cruciformes: localiza-se na base do crânio e é formado pelos ligamentos superior, transverso e inferior. Comunica-se com as fibras do ligamento alar.
Ligamentos Inter-transversos: interligam as apófises transversais. Encontram-se lateralmente à coluna vertebral.
Ligamento Costo-transverso e Ligamento Radiado: unem a costela com as apófises transversas e com o corpo vertebral subseqüentemente.
Sistema ÓSSEO COLUNA VERTEBRAL - II
É constituída por 33 ou 34 ossos ditos vértebras. Toda vértebra é formada por um corpo em forma de disco, de espessura variável conforme a região. Do corpo partem as lâminas vertebrais que convergem para dentro, e, reunindo-se, formam um anel. Da superposição desses anéis resulta um canal no qual está contida a medula espinhal. Os anéis apresentam, dos lados e posteriormente, apêndices ósseos, chamados apófises; as laterais se chamam apófises transversais; a posterior se chama apófise espinhal. As apófises dão inserção a músculos e ligamentos. Toda vértebra se articula com a vértebra que está acima e com aquela que está abaixo mediante apófises articulares. Todas as vértebras têm particularidades próprias, de acordo com o lugar que ocupam na coluna vertebral. As vértebras se classificam em cervicais, torácicas ou dorsais, lombares, sacras e coccigianas.
Vértebras cervicais
São sete. A sua apófise transversa tem a característica de ser escavada por um ori- fício ( orifício transversal) pelo qual passam os vasos vertebrais. A primeira vértebra cervical se chama atlas: articula-se, em cima, com o crânio, e, embaixo, com a segunda vértebra cervical chamada áxis. Estas duas vértebras são muito diversas de todas as outras porque têm o fim de permitir os movimentos da cabeça. O atlas não tem corpo e recebe, no seu anel, uma apófise do áxis, o dente do áxis. A sétima vértebra cervical se chama proeminente porque se destaca de modo sensível e determina, principalmente nos indivíduos magros, uma saliência visível.
Vértebras torácicas
São 12, têm um corpo reforçado e se articulam com as respectivas costelas.
Vértebras lombares
São 5 e têm um corpo maior do que as precedentes.
Vértebras sacras
São 5 e têm um tamanho decrescente. No feto e na criança até cerca de 8 anos são independentes umas das outras, enquanto no adulto se soldam entre si; da sua reunião se forma um único osso, que é chamado osso sacro.
Vértebras coccigianas
São 4 ou 5 e têm um tamanho bem reduzido. A coluna vertebral tem bastante mobilidade por causa das articulações entre uma vértebra e outra. Não é reta, mas apresenta quatro curvaturas, duas voltadas para diante e duas voltadas para trás, as quais se alternam entre si e, portanto, se compensam. As curvaturas tomam o nome da região em que se acham: temos assim a curvatura cervical (aberta para trás), a curvatura dorsal (aberta para diante), a curvatura lombar (aberta para trás) e a curvatura sacra (aberta para diante). Essas são as curvaturas dispostas no plano ântero-posterior, e se vêem observando a coluna de perfil.
A coluna vertebral, vista pela frente, parece direita, exceto uma pequena curvatura aberta para a esquerda, presente em quase todos os indivíduos. Essa curvatura faz com que o ombro esquerdo seja ligeiramente mais alto do que o direito. O fenômeno não é facilmente explicável. Foi atribúída a culpa à maior atividade dos músculos da parte direita, mas a mesma curvatura existe nos canhotos. Segundo outros é a posição assumida pela maior parte dos indivíduos nos bancos da escola.
As curvas da coluna vertebral podem ser acentuadas por motivos patológicos. Quando são acentuadas as curvas abertas para trás, tem-se a lordose; quando, ao contrário, são exageradas as curvas abertas para a frente tem-se a cifose. Quando a coluna vertebral apresenta uma curvatura para a direita ou para a esquerda, tem-se a escoliose.
O dorso, ouface posterior do tronco, é a parte principal do corpo à qual estão fixadas a cabeça, pescoço e membros. Consiste de pele, fáscia superficial contendo tecido adiposo, fáscia profunda, músculos, vértebras, discos intervertebrais, costelas (na região torácica), vasos e nervos. A dor lombar é uma queixa comum. Para compreender a base anatômica dos problemas do dorso que causam dor incapacitante, é necessário conhecer a estrutura e função desta região. Os locais comuns de dores são as regiões cervical (pescoço) e lombar, principalmente porque são as partes de maior mobilidade da coluna vertebral.
A coluna vertebral
A coluna vertebral (espinha) forma o esqueleto do dorso e a parte principal do esqueleto axial. Compõe-se de 33 ossos denominadas vértebras que se articulam nas articulações intervertebrais anteriores e posteriores. A coluna vertebral forma uma sustentação forte, mas flexível para o tronco. Estende-se a partir da base do crânio através do pescoço e do tronco. As vértebras são estabilizadas por ligamentos que limitam os movimentos produzidos pelos músculos do tronco. A medula espinhal, raízes dos nervos espinhais e seus revestimentos denominados meninges, estão situados dentro do canal vertebral, que é formado pelos forames vertebrais em vértebras sucessivas. Os nervos espinhais e seus ramos estão situados fora do canal vertebral, exceto pelos nervos meníngeos, que retomam através dos forames intervertebrais para inervar as meninges (membranas) espinhais.
A coluna vertebral proporciona um eixo parcialmente rígido e parcialmente flexível para o corpo e um pivô para a cabeça. Conseqüentemente, possui importantes papéis na postura, sustentação do peso do corpo, locomoção e proteção da medula espinhal e das raízes nervosas. Ao se sentar, a coluna vertebral transmite o peso do corpo através das articulações sacroilíacas para o osso ilíaco, e daí para as tuberosidades isquiáticas. Na postura ereta, o peso do corpo é transferido das articulações sacroilíacas para os acetábulos e daí para os fêmures. A coluna vertebral geralmente consiste em 33 vértebras, dispostas em cinco regiões, mas apenas 24 delas (7 cervicais, 12 torácicas e 5 lombares) são móveis. Em adultos, as cinco vértebras sacrais fundem-se para formar o sacro e as quatro vértebras coccígeas são parcialmente fundidas para formar o ossso coccígeo. As abreviações C, T, L, S e Co são usadas para indicar as regiões da coluna vertebral. As 24 vértebras móveis conferem à coluna vertebral considerável flexibilidade. A estabilidade da coluna vertebral é fomecida pela forma e resistência das vértebras e pelos discos intervertebrais, ligamentos e músculos. As vértebras móveis são conectadas por resistentes discos intervertebrais, que desempenham um importante papel nos movimentos entre as vértebras e na absorção de impactos transmitidos para cima ou para baixo na coluna vertebral. As vértebras móveis também estão conectadas entre si por articulações zigoapofisárias posteriores, pares (articulações planas) entre os processos articulares, e por fortes ligamentos longitudinais anteriores e posteriores. Esses ligamentos, que se estendem por toda a extensão da coluna vertebral, estão fixados aos discos intervertebrais e corpos vertebrais. Os ligamentos e articulações intervertebrais geralmente impedem a flexão e extensão excessivas da coluna vertebral. Movimentos além dos limites normais, isto é, hiperextensão e/ou hiperflexão do pescoço ("lesão em chicote") geralmente causam lesão das articulações e ligamentos e dos músculos, nervos e vasos associados.
Os corpos das vértebras representam cerca de três quartos do comprimento da parte móvel da coluna vertebral e os discos intervertebrais representam o outro quarto. Ao contar as vértebras,é importante começar na base do pescoço, porque o que pode parecer uma vértebra lombar adicional numa radiografia pode ser uma vértebra extra torácica ou sacral. Os corpos vertebrais gradualmente tomam-se maiores à medida que se aproximam do sacro e a seguir tornam-se progressivamente menores em direção ao cóccix. Essas diferenças estruturais estão relacionadas ao fato de que a região lombossacral sustenta mais peso que as regiões cervical e torácica.
Curvaturas normais da coluna vertebral
Na coluna vertebral articulada e em várias imagens usadas clinicamente, por ex., IRM (imagem de ressonância magnética), quatro curvaturas são normalmente visíveis no adulto. As curvaturas torácica e sacral são côncavas anteriormente, enquanto as curvaturas cervical e lombar são côncavas posteriormente. As curvaturas torácica e sacral são denominadas curvaturas primárias porque se desenvolvem durante o período fetal. As curvaturas cervical e lombar começam a aparecer nas regiões cervical e lombar antes do nascimento, mas só são mais evidentes após o nascimento, sendo denominadas curvaturas secundárias. A curvatura cervical é acentuada quando um lactente começa a manter sua cabeça ereta, e a curvatura lombar torna-se evidente quando a criança começa a andar. A curvatura cervical pode desaparecer através da flexão do pescoço. A curvatura torácica, permamente, é formada pelos 12 corpos vertebrais torácicos articulados. A curvatura lombar, geralmente mais acentuada em mulheres, termina no ângulo lombos- sacral. A curvatura sacral também é permanente e difere em homens e mulheres. O sacro geralmente é menos curvo em mulheres, o que aumenta o tamanho da abertura inferior da pelve ou saída da pelve. O centro de gravidade do corpo está localizado logo na frente do promontório sacral.
Nem todas as pessoas têm 33 vértebras, mas o número de vértebras cervicais é constante. Até mesmo a girafa só possui sete vértebras cervicais. Entretanto, ocorrem variações no número de vértebras torácicas lombares e sacrais em aproximadamente 5% das pessoas normais sob outros aspectos. As diferenças no número podem ser uma alteração numa região ( + ou -), sem alteração em outras regiões, ou uma alteração numa região à custa de outra (Bergman et aI., 1988). Embora variações numéricas das vértebras possam ser clinicamente importantes, a maioria delas é detectada em dissecções, necropsias ou em radiografias de pessoas sem história de problemas no dorso.
O feixe de filamentos radiculares no espaço subaracnóide abaixo da medula espinhal é denominado cauda eqüina. Está situada distalmente à vértebra L2 no canal vertebral do adulto.
A extremidade inferior da medula espinhal afila-se abruptamente no cone medular. A partir de sua extremidade inferior, um filamento fibroso delgado, denominado filamento tenninal (l.filum, filamento ), desce entre as raízes nervosas que constituem a cauda eqüina. Deixa a extremidade inferior do saco dural e atravessa o hiato sacral. Aqui funde-se com a extremidade superior do ligamento anococcígeo e termina com ele através da inserção no dorso do osso coccígeo.
O filamento tenninal não possui significado funcional. É o remanescente vestigial da medula espinhal que estava situada na cauda do embrião (Moore, 1988). Sua extremidade proximal consiste em vestígios de tecido neural, tecido conjuntivo, pia-máter e tecido da neuróglia.
O suprimento arterial da medula espinhal
Os vasos que suprem a medula espinhal são derivados de ramos das artérias vertebrais, cervicais profundas, intercostais e lombares. É suprida por três artérias longitudinais, uma artéria espinhal anterior e duas artérias espinhais posteriores. Essa vascularização é reforçada por sangue de vasos segmentares denominados artérias radiculares.
As artérias espinhais.
A artéria espinhal anterior é formada pela união de dois pequenos ramos das artérias vertebrais. Percorre a extensão da medula espinhal na fissura mediana anterior e supre os dois terços anteriores da medula espinhal. O calibre dessa artéria varia de acordo com sua proximidade de uma artéria radicular magna. Geralmente é menor na região de T4 a T8 da medula. As artérias espinhais posteriores originam-se como pequenos ramos das artérias vertebrais ou das artérias cerebelares inferiores posteriores. Freqüentemente apresentam anastomoses entre si e com a artéria espinhal anterior.
Sistema ÓSSEO COLUNA VERTEBRAL - III
Sistema ÓSSEO Diferença entre os ossos do esqueleto masculino e feminino
Em geral, os ossos e as superfícies articulares nas mulheres são menores que nos homens. O comprimento das pernas masculinas, por exemplo, representa 56% da altura, enquanto nas mulheres essa relação é de cerca de 50%. Na comparação entre adultos saudáveis dos dois sexos, verifica-se que as mulheres têm ombros mais estreitos, quadris mais largos e tórax menor. No cotovelo e no joelho, elas têm valgos, como é chamado o ângulo de afastamento do antebraço e perna da linha média do corpo, maiores. Nos quadris, o varos, nome que se dá à aproximação das coxas da linha média do corpo feminino, é menor. Outra diferença: o centro de gravidade nas mulheres é mais baixo que no homem. Isso ocorre porque elas têm bacia mais larga e pernas mais curtas. Esse é um dos fatores que proporciona às mulheres certas vantagens na prática de algumas modalidades esportivas, como, por exemplo, ginástica rítmica e desportiva.
Sistema ÓSSEO Lesões cerebrais e medulares
Sistema ÓSSEO Esqueleto do Tórax
ESQUELETO DO TÓRAX
O tórax é formado por ossos que, no seu conjunto, constituem a caixa torácica. Para formar a caixa torácica concorrem: posteriormente as vértebras torácicas ou dorsais; adiante um osso ímpar, o esterno; enfim, entre o esterno e as vértebras, encontram-se as costelas.
ESTERNO
É um osso mediano, chato, que se parece de modo geral com uma adaga romana. Nele distinguem-se três partes: uma superior, dita manúbrio; uma intermediária, dita corpo; e uma inferior, pequena, chamada apófise xifóide ou apêndice xifóide. O manúbrio forma com o resto do osso um ângulo, dito ângulo de Luys) que se torna muito acentuado e evidente quando o desenvolvimento do tórax é deficiente ou no caso de pessoa de constituição delicada. Nos bordos do manúbrio e do corpo há as incisuras nas quais se inserem a clavícula e as primeiras sete costelas. O bordo superior apresenta uma fosseta, muito evidente nos indivíduos magros: a fosseta jugular.
COSTELAS
As costelas são em número de doze pares e ligam o esterno à coluna vertebral onde se inserem nas vértebras dorsais (essas também em número de doze); têm uma forma curva, com um arco, e a sua direção não é horizontal; partindo da vértebra torácica, a costela se dirige para baixo. A sua extremidade anterior (esternal) é mais baixa do que aquela posterior (vertebral). As articulações das costelas com as vértebras torácicas são duas: há uma articulação com o corpo e outra com a apófise transversa. A extremidade anterior das costelas se insere no esterno com a interposição de um segmento cartilaginoso ou cartilagem costal. Os primeiros sete pares de costelas se chamam costelas verdadeiras; nelas, a cartilagem costal se insere diretamente no esterno. A oitava, a nona e a décima costela não terminam, diferentemente, no esterno, mas no bordo inferior da costela que se acha acima. A undécima e a duodécima costela não estão ligadas ao esterno, mas ficam livres e por isso são chamadas costelas flutuantes.
Em todo o bordo inferior das costelas caminham os vasos e os nervos intercostais. Entre uma costela e outra, isto é. nos espaços intercostais, há músculos. A primeira costela tem uma forma particular.
Na verdade, enquanto as outras têm uma face externa e uma interna, a primeira costela está achatada de alto para baixo e apresenta, portanto, uma face superior e uma face inferior. Na face superior acha-se uma pequena saliência, o tubérculo de Lisfranc, importante porque, perto dele, passa a artéria subclávia. O tubérculo é, pois, ponto de orientação para achar a subclávia, sendo útil quando há necesidade de ligar esta artéria. Temos, assim, considerado os elementos que concorrem para formar a caixa torácica. Observemos agora essa caixa torácica no seu conjunto.
Tem ela a forma de um tronco de cone, com a base menor voltada para cima. A superfície externa da caixa torácica apresenta, posteriormente, uma saliência que corre de alto a baixo e é devida à série das apófises espinhosas vertebrais. Do lado correm duas goteiras vertebrais, nas quais se contêm os músculos que servem para mover a coluna vertebral.
A caixa torácica está aberta em cima, para o pescoço, a fim de dar passagem ao esôfago, à traquéia e a grandes vasos; embaixo é, ao contrário, fechada por um músculo em forma de cúpula: o diafragma. O interior da caixa torácica constitui a cavidade torácica, ocupada, lateralmente, pelos pulmões, e, ao centro, pelo coração, com a aorta, que, depois de ter descrito um arco, desce para o abdome, atravessando o diafragma, A cavidade torácica é percorrida, anteriormente, pela traquéia, que se divide nos dois brônquios, os quais se dirigem aos respectivos pulmões. Posteriormente, a cavidade é percorrida pelo esôfago que penetra, também ele, no abdome depois de atravessar o diafragma. Na cavidade torácica, enfim, estão contidas, em parte, as duas veias cavas e o ducto torácico.
A forma da caixa torácica se modifica com a idade e as condições fisiológicas do indivíduo, e é diversa de acordo com o sexo. No homem tem uma forma cônica, enquanto na mulher é arredondada na sua parte mediana, recordando a forma de um tonel. A diferença depende do diverso tipo de respiração: a mulher, na verdade, respira pelo tórax, enquanto no homem a respiração é abdominal. Também essa diversidade tem a sua razão e a sua utilidade: na mulher a respiração abdominal seria muito prejudicada por ocasião da gravidez.
Os movimentos da caixa torácica durante a respiração são os seguintes: na inspiração, quando o tórax se dilata, as costelas se elevam e se alargam (mais na mulher que no homem). Na expiração, quando o tórax se restringe, as costelas se abaixam e se reúnem. Deste modo os três diâmetros da caixa torácica aumentam e diminuem alternadamente, de modo que os pulmões, que seguem passivamente os movimentos da caixa torácica, em um primeiro momento se dilatam, enchendo-se de ar, mas logo em seguida se contraem, deixando sair parte do ar neles encerrado.
Sistema ÓSSEO COSTELAS
As costelas são ossos compridos, elásticos, dispostos em ambos os lados do tórax (totalizam 24). Na parte anterior, uma ou duas costelas flutuantes se unem ao esterno, osso plano disposto verticalmente.
Elas ajudam a formar ou compor o Esqueleto do Tórax.
Sistema ÓSSEO O ESQUELETO DOS MEMBROS
ESQUELETO DOS MEMBROS
O esqueleto dos membros superiores e o dos inferiores apresentam características análogas. Em ambos podemos distinguir três segmentos: o primeiro, formado por um osso único; o segundo, por dois ossos, e o terceiro por uma série de pequenos ossos; vêm depois os ossos das falanges. O membro superior é dotado de maior amplitude de movimentos; de outro lado, os ossos do membro inferior são mais fortes. Isto é evidente levando em consideração as funções: o membro superior desenvolve determinadas atividades de trabalho, enquanto o membro inferior tem de sustentar o peso do corpo. Os membros estão unidos ao corpo mediante um sistema ósseo que toma o nome de cintura ou de cinta. A cintura superior se chama cintura torácica ou escapular; a inferior se chama cintura Pélvica. A primeira sustenta o úmero e com ele todo o braço; a segunda dá apoio ao fêmur e a toda a perna.
Membro superior
A cintura torácica é formada de dois ossos: a clavícula e a omoplata ou escápula. Este complexo está unido ao tórax somente mediante a articulação que a clavícula tem com o esterno. A omoplata, por sua vez, está unida somente com a clavícula e uma vez que o osso do braço (úmero) se une à omoplata, e somente a esta, entende-se como a espádua e o braço sejam dotados de movimentos muito amplos.
Sistema ÓSSEO O ESQUELETO DOS MEMBROS II
Omoplata
É um osso chato, cujo tecido esponjoso quase desapareceu, de modo que as duas lâminas de tecido compacto estão praticamente em contacto. Tem a forma de um triângulo e encontra-se na parte posterior do tórax, contra as sete primeiras costelas.
Da face posterior da omoplata destaca-se uma apófise de seção triangular, a espinha da omoplata, que termina com uma saliência: o acrômio. A espinha divide a face posterior da omoplata em duas fossas: uma superior (fossa supra-espinhal) e outra inferior (fossa infra-espinhal) que são ocupadas por músculos que têm o mesmo nome.
O bordo superior da omoplata continua lateralmente por uma saliência óssea, dita apófise coracóide, que se articula com a clavícula. Dos três ângulos, o lateral se alarga para formar a cavidade glenóide, na qual se move o úmero.
Úmero
O úmero é o osso do braço. Articula-se, superiormente, com a omoplata, e, inferiormente, com os ossos do antebraço (rádio e cúbito). Sendo um típico osso longo, o úmero apresenta uma diáfise e duas epífises. A epífise superior, chamada cabeça do úmero, está reunida à diáfise por um estrangulamento dito colo cirúrgico (neste nível são muito freqüentes as fraturas). A cabeça do úmero tem a forma de um hemisfério e se destaca do complexo da epífise por um outro estrangulamento: o colo anatômico. Nesta epífise se pode notar o sulco em que passa o tendão do músculo bíceps, e dois tubérculos para as inserções musculares. A epífise inferior do úmero apresenta duas saliências: uma lateral chamada côndilo, que se articula com o rádio, e uma interna, que se chama tróclea, e se articula com o cúbito.
O corpo do úmero apresenta uma goteira, dita de torsão, que o percorre de alto a baixo e de trás para diante, representando que o osso foi torcido de 180°.
enviada por Isaias Pinto
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